sexta-feira, 18 de junho de 2010

Alergia no Brasil - controle do ambiente e sua importância em doenças alérgicas

A Asma acomete 300 milhões de pessoas de todas as idades e raças (GINA, 2004) e o Brasil ocupa o 8º lugar em prevalência dessa doença alérgica no mundo (ISAAC,1998), sendo responsável pelo 3º lugar em nº de internações em 2001 (Datasus).



A prevalência de doenças alérgicas vem aumentando muito no Brasil sendo atualmente de 35% da população. A asma atinge hoje 25% da população entre as idades de 6 a 14 anos(dados do ISAAC-1998).



Até 1970 as alergias no Brasil atingiam 10% da população, porém entre 1970 e 1990, 20% da população já tinha algum tipo de alergia. Atualmente são 30/35% da população com alguma manifestação clínica.
As casas eram com piso de taco, móveis de madeiras, poucos tapetes, carpetes, poltronas, almofadas e as camas tinham colchões de crina ou outros enchimentos naturais, os animais viviam fora de casa, os brinquedos eram de madeira ou pano e se brincava nos terreiros ao ar livre e sob o sol.
O meio ambiente influencia diretamente as manifestações clínicas nas alergias. Por exemplo: - populações do interior da Amazônia, do Kênia e da Nova Guiné não apresentam asma sintomática;
- Populações da área rural da África não apresentam asma e podem apresentar quando mudam para as cidades grandes;
- Indivíduos geneticamente predispostos a asma podem não desenvolvê-la se não forem agredidos pelo ambiente;
- Indivíduos que vivem mais fora de casa têm menor tendência a manifestar sintomas alérgicos;
- Quanto mais alérgenos ambientais são detectados maior o risco de sensibilização ou de sintomas clínicos (Climed APReis).



O controle ambiental é a recomendação primária em todos os “guidelines” para asma incluindo o Guidelines for the Diagnosis and Management of Asthma 2007.
O IV Consenso Brasileiro no Manejo da Asma de 2.006 recomenda: “Todo tratamento deve ser acompanhado de medidas de controle ambiental” (APReis-Climed).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Alergia provocada por fragâncias



Fragâncias ou essências são substânicias químicas presentes na composição de cosméticos e produtos para a pele.
Existem em torno de 5000 diferentes substâncias químicas presentes nesses produtos e em um único produto pode-se encontrar mais de 300.Esse fato dificulta a vida do alérgico/atópico, porque ele nunca sabe qual substância pode induzí-lo à uma reação alérgica. Os fabricantes guardam as fórmulas como segredos (são protegidas por lei) e nos rótulos nunca estão discrimindas as especificações necessárias, impossível portanto, desvendar qual fragância ou perfume pode causar alergias.
O órgão normativo da especialidade, a ASBAI, está lutando junto à ANVISA para obrigar os fabricantes dos vários produtos brasileiros que levam fragâncias rotularem os ingredientes por completo, facilitando assim a vida do alérgico.



A reação alérgica a perfumes e fragâncias apresenta-se geralmente sob a forma de dermatite ou eczema de contato. Aparece vermelhidão na pele, coceira intensa e surgimento de lesões variadas. A maioria das reações a cosméticos é causada por irritação da pele. Menos de 10% é efetivamente causada por uma alergia.



Fragrâncias e perfumes têm o poder de provocar irritação nas vias respiratórias humanas e por isso podem causar agravamento de alergias respiratórias em pessoas sensíveis. Como exemplos: olhos avermelhados, lacrimejando, piora da rinite e da asma, dor de cabeça, desconforto respiratório.
É importante lembrar que uma alergia não surge da primeira vez em que se usa um produto. Por exemplo, você adora um perfume, usa sempre e de uma hora para outra, começam a surgir coceira e lesões na sua pele. Pronto, desenvolveu alergia!



Principais substâncias causadoras de alergias contidas em perfumes e fragrâncias:
- Aldeído cinâmico
- Álcool cinâmico
- Álcool alfa-amil cinâmico
- Geraniol
- Eugenol
- Isoeugenol
-Oak moss absoluto
- hidroxicitronelal


Muitas dessas informações foram obtidas no Blog da Alergia (blogdalergia@gmail.com).

terça-feira, 13 de abril de 2010

Crianças Alérgicas e o lanche escolar


Crianças alérgicas necessitam maiores cuidados no que se refere aos lanches escolares. De maneira geral, todas as mães, independetemente de terem filhos alérgicos consideram o quesito - lanche da escola - uma preocupação diária. Imagine então, se a criança for alérgica. Qual o melhor tipo de lanche? Como escolher? Existe um tipo de lanche específico para as crianças alérgicas? Comprar o lanche na escola ou levar de casa? Lembrando que a escola desempenha papel fundamental na formação dos hábitos de vida da criança, sendo que ocupa praticamente um terço da vida ativa do escolar nos dias de semana.


Seguem algumas dicas fornecidas pela nutricionista Marilucia Venda:

1. Nem toda criança alérgica precisa de uma dieta especial. E, nos casos de alergia alimentar comprovada, esta orientação deve ser feita individualmente, de acordo com as características de cada criança.

2. O ideal é priorizar alimentos saudáveis, naturais, evitando-se ao máximo os produtos industrializados, frituras e com excesso de calorias.

3. Escolha os alimentos de acordo com a preferência da criança e procure variar, para não enjoar.

4. Faça uma programação para a semana toda, pois assim fica mais fácil e rápido arrumar a lancheira da criança.

5. É sempre bom tomar cuidado com alimentos perecíveis.

6. Achocolatados são muito apreciados mas devem ser reduzidos, alternando com sucos de soja, bebidas lácteas.

7. Crianças maiores preferem comprar o lanche na escola. Mas, quando elas se acostumam desde cedo, fica mais fácil optar por sucos ao invés de refrigerantes e por salgadinhos assados substituindo as frituras.

8. PREFERIR:

Pães e torradas
Sanduíche com geléia e queijo branco, peito de peru
Polenghinho
Bolos feitos em casa, de preferência sem calda
Pão de queijo
Biscoitos sem recheio
Barrinha de cereal
Para beber: água de coco, sucos naturas, bebidas lácteas, água fresquinha,

9. EVITAR:

Refrigerantes
Sucos artificiais
Batata frita
Bicoitos recheados
Pacotes de salgadinhos, cheetos e similares
Balas, chicletes, pirulitos

quinta-feira, 1 de abril de 2010



Serviço de Saúde Pùblica:

A campanha de vacinação contra gripe influenza H1N1:

De 08 a 19 de março foram imunizados os indígenas que vivem em aldeias e trabalhadores de serviços de saúde (médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica).


A partir de 22 de março a vacina já estava disponível para outros três grupos: grávidas, portadores de doenças crônicas e crianças de 6 meses até 2 anos. As gestantes que engravidarem depois desse período terão a vacina garantida nas fases posteriores. As crianças receberão a dose de vacina dividida em duas vezes. A segunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira.


5 a 23 de abril: Adultos de 20 a 29 anos, mesmo sem problemas de saúde, devem procurar os postos de vacinação.


24 abril a 7 de maio: pessoas com mais de 60 anos de idade devem tomar a vacina contra a gripe comum. Os idosos que são portadores de doenças crônicas vão receber, na mesma data, uma segunda dose de vacina, a da gripe pandêmica.


10 a 21 de maio: adultos saudáveis de 30 a 39 anos.


Os pontos de vacinação foram definidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. As vacinas serão distribuídas pelo Ministério da Saúde ao longo do período de campanha, de acordo com cada etapa.


Aqueles que quiserem receber um e-mail com lembrete da data em que deve se vacinar podem se cadastrar no Portal do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) O serviço está disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1448


Leia mais no site do Ministério da Saúde
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1448

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Importância de um "Serviço de Informação sobre Alergias”

Os serviços públicos de saúde no Brasil, dentre outras falhas, não levam em consideração as estatísticas atuais que comprovam o aumento da prevalência das alergias. Muito menos, avalia o aumento da demanda por acompanhamento das doenças alérgicas. Nos países desenvolvidos, já existe uma política de saúde pública para atender estes pacientes.

"Desde Fevereiro de 2002 na França, a linha de atendimento do “Serviço de Informação sobre Asma e Alergias” recebe chamadas de pacientes asmáticos e/ou alérgicos e das respectivas famílias. Este serviço foi criado por iniciativa da Direção Geral de Saúde, que confiou a respectiva gestão à Associação de Asma e Alergias (Association Asthme & Allergies). Este serviço conta com mais de 13.500 contatos resolvidos.
A maioria das chamadas (90%) para o “Serviço de Informação sobre Asma e Alergias” (Asthme & Allergies Infos Services) é feita pelos próprios pacientes e pelas suas famílias e um em cada dez pedidos parte de profissionais de saúde. Embora ambos os grupos estejam muitas vezes relacionados, 59% das chamadas referem-se a problemas de asma e 41% a problemas alérgicos.Os pedidos recebidos, que são variados, podem ser agrupados conforme as razões que levam a fazer as chamadas e que resumem bem as preocupações dos pacientes e das suas famílias.



Estar melhor informado, principalmente sobre os tratamentos:

Os pedidos de informação específica constituem a principal razão das chamadas para este serviço. De fato, depois de uma consulta com o seu médico, o doente tem muitas vezes necessidade de esclarecer alguns pontos abordados durante a consulta e de ter ao seu dispor alguma documentação que possa consultar.
• As perguntas sobre os tratamentos vêm na primeira posição, representando 21% dos pedidos de informação. As perguntas sobre os riscos de efeitos secundários dos medicamentos, a curto prazo, mas em especial os riscos a longo prazo, e principalmente nas crianças, continuam a ser a principal preocupação. De modo idêntico, a necessidade de um tratamento de longo prazo nem sempre é bem compreendida ou aceita, e os conselheiros dedicam muito do seu tempo para tranquilizar as pessoas e para explicar-lhes a importância deste tipo de tratamento.
• As recomendações úteis para evitar os alergenos, e em especial os ácaros
do pó doméstico, ocupam a segunda posição dos contactos (17%).
• As alergias alimentares constituem a terceira principal razão dos pedidos de
informação (15%). A percentagem de chamadas sobre este tema tem vindo a aumentar consideravelmente desde o lançamento da linha gratuita e vem confirmar a angústia dos pais que têm um filho com uma alergia alimentar e que procuram soluções práticas para o problema: interpretação dos rótulos dos alimentos, conselhos dietéticos, conselhos práticos para a substituição de um determinado alimento alergénico por outro inócuo, etc.
• Por último, muitas das chamadas referem-se a casos de dermatite atópica, rinite
alérgica, etc.

Orientação para uma opção de tratamento:

Praticamente um terço das chamadas para o “Serviço de Informação sobre Asma
e Alergias” deve-se a um pedido de informação sobre um determinado tipo de
profissional de saúde ou um estabelecimento de assistência. Estes pedidos referem-se principalmente a uma orientação quanto aos especialistas a consultar (49%) e às Clínicas (31%). A verdade é que estas clíncas constituem uma verdadeira extensão das consultas médicas especializadas, e são um apoio apreciável para uma melhor gestão da doença pelos pacientes.

Falar, testemunhar:

Um número considerável de pessoas que contactam este Serviço sentem necessidade de serem ouvidas, em especial sobre o seu tratamento, e de discutirem as suas apreensões sobre a doença, que nem sempre é bem compreendida por aqueles que
estão à sua volta, quer se trate de membros da família ou de colegas de trabalho ou da escola. São muitas vezes pais de crianças
asmáticas ou alérgicas, que se sentem particularmente ansiosos quanto à doença do seu filho e que têm um enorme sentimento de solidão e incompreensão".

Christine Rolland
Diretora da Associação da Asma e Alergias, Paris (França)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Prevenir ainda é o melhor remédio - alergia no inverno.



Algumas dicas práticas para evitar que as reações alérgicas repiratórias aumentem no inverno (dicas para o ano todo):

1. A limpeza doméstica com pano úmido com produtos inodoros,
2. Ambientes ventilados e ensolarados (o calor diminui a proliferação de fungos, alimentos dos ácaros - principais causadores das alergias típicas do inverno: asma, rinite, sinusite, conjutivite, tosse, secura nas cordas vocais, etc),
3. Lavar as capas dos colchões e travesseiros a cada 3 semanas, lençóis e fronhas devem ser trocados toda semana,
4. Cobertores de lã devem ser evitados;
5. Agasalhos e mantas devem ser lavados antes de serem usados,
6. Evitar produtos com cheiro forte,
7. Evitar locais com fumantes,
8. Usar soro fisiológico nas narinas,
9. Beber muito líquido,
10. Exercitar-se.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As Principais Doenças Alérgicas

As doenças alérgicas podem ser respiratórias, cutâneas, medicamentosas, alimentares, dentre outras. Alguns exemplos:
1. Alergias Respiratórias:

Tosse CrônicaAsma ou Bronquite Asmática ou Bronquite Alérgica
Alergia Ocular: conjuntivites
Rinite Alérgica (sinusites, otites,amigdalites, laringites)

2. Alergias Cutâneas:

Urticária
Eczemas
Dermatite Atópica
Estrófulo
Angioedema
Dermatite de contato

Algumas considerações:

Embora cada tipo de alergia tenha um comportamento diferente, algumas regras são gerais:

1o. As alergias sempre envolvem o sistema imune.
2o. Uma reação acontece depois da exposição a um alérgeno. O tempo de reação pode ser imediato - logo em seguida ao contato com um alérgeno – ou retardada - dois dias ou mais após o contato.
3o. prevenção é tão importante quanto o tratamento, se não mais.