domingo, 27 de março de 2011

"Alergia" ao sêmen pode causar sintoma de gripe em homens


Uma rara síndrome que desencadeia sintomas de gripe em homens após o orgasmo pode ser causada por uma espécie de alergia ao próprio sêmen.
É o que diz um estudo holandês, publicado no "Journal of Sexual Medicine".
Segundo o artigo, os homens com a chamada síndrome da doença pós-orgásmica têm febre, nariz vermelho, cansaço e dor nos olhos logo após a ejaculação.
Foram analisados 45 homens com a doença, dos quais 33 fizeram um teste de alergia usando uma forma diluída do próprio sêmen. Desses, 88% tiveram reação positiva, indicando uma resposta autoimune.
Segundo a alergista Ana Paula Castro, a alergia a sêmen é conhecida, mas apenas em mulheres. Os resultados do estudo, portanto, são novos e surpreendem.
"Trata-se de uma doença autoimune, sem causa conhecida, já que o corpo reage a uma substância produzida por ele mesmo."
Um segundo estudo tratou dois voluntários com a terapia da hipossensibilização, também conhecida como imunoterapia, com injeções de seu próprio sêmen.
Os resultados mostraram que em até três anos os pacientes tiveram uma redução dos sintomas da síndrome.
A doença ainda é pouco conhecida, apesar de documentada desde 2002.

Fonte:  Hyposensitization Therapy with Autologous Semen in Two Dutch Caucasian Males: Beneficial Effects in Postorgasmic Illness Syndrome 
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1743-6109.2010.02167.x/abstract

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Alergia Alimentar e Intolerância Alimentar


Existe diferença???

A confusão entre alergia alimentar e intolerância alimentar é muito comum. Alergia Alimentar acontece quando o sistema de defesa do organismo (sistema imune) acredita que uma substância alimentar inofensiva para o organismo é perigosa. Assim, no instante em que o indivíduo ingere o alimento, o sistema de defesa começa a trabalhar, "ativando" o corpo com substâncias químicas que causam vários sintomas de alergia (dor abdominal, vômito, diarréia, urticária, asma, tosse) e que podem afetar o sistema respiratório e digestivo, a pele ou o sistema cardiovascular. Foi observado que o maior número de casos está presente na lactância, seguida pela infância e pelos adultos.Os alimentos freqüentemente envolvidos na alergia alimentar são os que possuem alto teor de proteína, principalmente os de origem vegetal e marinha. Entre os alimentos que apresentaram reações alergênicas encontram-se o milho, arroz, centeio, nozes, camarão, mariscos, peru, carne de porco e bovina, banana, abóbora e batata.

Os principais fatores relacionados à alergia alimentar são: hereditariedade, exposição ao alimento, permeabilidade gastrointestinal e fatores ambientais que podem acentuar os sintomas da alergia.

Na Intolerância Alimentar ocorrem reações adversas que são ocasionadas pelos alimentos, mas que não envolvem o sistema de defesa (sistema imune). A intolerância mais comum é a do leite, que é provocada pela falta da lactase, uma enzima responsável pela digestão do açúcar presente no leite (lactose). Apesar de apresentarem causas distintas, os sintomas presentes na intolerância alimentar são semelhantes ao da alergia alimentar. Entre as substâncias que foram relacionadas com intolerância estão os conservantes, intensificadores de sabor, corantes, antioxidantes, ausência de enzimas.

Para o diagnóstico de alergia ou intolerância alimentar deve ser feito o levantamento do histórico familiar, descrição dos sintomas e o tempo decorrido a partir da ingestão do alimento, lista dos alimentos suspeitos e a quantificação do alimento até o aparecimento dos primeiros sintomas. Além de exame físico,  deve ser feito um diário alimentar e dos sintomas, além de testes bioquímicos e imunológicos.
O tratamento da alergia e da maioria das intolerâncias alimentares é a exclusão dos alimentos causadores ou redução da sua quantidade na dieta. É necessário ler os rótulos dos alimentos com o objetivo de identificar as substâncias alergênicas. Se o alimento for retirado deve-se procurar substituí-lo por outro fornecedor do mesmo nutriente.





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tatuagem


As tatuagens são lindas, exprimem sentimentos, falam um pouco do dono, porém, para quem tem psoríase o processo de tatuagem pode ser um pesadelo. A perfuração repetida da pele e a subsequente injeção de substâncias diversas, pode causar traumas teciduais. As manifestações clínicas geralmente aparecem de 10 a 14 dias mais tarde.


As tatuagens também podem levar à infecção - um outro fator desencadeante de psoríase.

Psoríase


O que é?
A psoríase é uma doença da pele bastante frequente. Atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, mas pode surgir em qualquer fase da vida.

Sua causa é desconhecida. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento ou sua agravação, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos.

Não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.



Manifestações clínicas
Pode apresentar-se de várias maneiras, desde formas mínimas, com pouquíssimas lesões, até a psoríase eritrodérmica, na qual toda a pele está comprometida. A forma mais frequente de apresentação é a psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e descamativas (foto) na pele, bem limitadas e de evolução crônica.

Trate sua pele com cuidado. Evite acupuntura e converse sempre com seu médico.

Fonte: dermatologia.net

Cuidados com a Pele Seca

5 Dicas de Estilo de Vida para aliviar a pele seca:
Essas estratégias podem também contribuir para tornar a sua pele macia e suave:

1. Um umidificador em casa é uma ótima pedida para ajudar a manter a pele hidratada, principalmente  os meses de inverno;

2. Usar algodão e outras fibras naturais. Lã, tecidos sintéticos, ou de outros tecidos podem ser irritantes;

3. Beba muita água;

4. Coma alimentos ricos em omega-3, que são ácidos graxos essenciais e podem ajudar a fortalecer as  barreiras naturais da pele retendo óleo. Os alimentos ricos em ômega-3 incluem peixes de água fria (Cavala, arenque, sardinha, salmão, atum, bacalhau), semente de linhaça, castanhas e nozes, óleos vegetais (azeite, óleo de soja, canola), vegetais de folhas verdes escuro;

5. Para prurido ou inflamação, aplique uma compressa fria ou um creme de hidrocortisona sobre a área por uma semana. Se isso não resolver, converse com seu médico.


 Pele Seca com sinais de dermatite (alguma descamação, vermelhidão):



1. A dermatite seborréica: Este tipo envolve uma erupção vermelha, escamosa, seca, coceira constante em várias áreas do corpo, especialmente as áreas que contêm as glândulas sebáceas.  A dermatite seborréica pode ocorrer descamação do couro cabeludo, sobrancelhas e nas laterais do nariz.

2. A dermatite alérgica de contato:  Isso ocorre quando a pele entra em contato com uma substância que provoca uma reação imune, como algumas plantas ou compostos químicos. A dermatite alérgica de contato das mãos com freqüência provoca escamação nos dedos.

3. A dermatite atópica: Também conhecida como eczema, este é um tipo de longa duração de dermatites,que muitas vezes ocorre em famílias. Ele também pode causar a pele excessivamente  seca com  coceira.


4. O pé de atleta:  Em muitos casos, o pé de atleta, uma infecção fúngica, mostra-se como descamação seca nas solas dos pés. Quando não tratada, pode evoluir para inflamação da pele e vermelhidão típica da dermatite.


Fonte: WebMD Medical

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Paracetamol pode estar ligado a alergias em crianças

O uso do paracetamol em crianças pode estar ligado ao desenvolvimento futuro de alergias e asma segundo um estudo da Universidade de Otago, em Washington.

Mais pesquisas no entanto são necessárias para esclarecer essa descoberta. Além disso, os benefícios do paracetamol para controlar a febre ainda são maiores que o potencial para o desenvolvimento posterior de alergias, segundo o professor Julian Crane, autor do estudo.

- O problema é que o paracetamol é dado livremente às crianças - disse.

O relatório, publicado na revista "Alergia Clínica e Experimental", é baseado no Estudo Cohort em Asma e Alergia, da Nova Zelândia, que investigou o uso de paracetamol em 505 crianças na cidade de Christchurch e 914 crianças entre 5 e 6 anos de idade na mesma cidade para ver se desenvolviam sinais de sensibilidade para asma ou alergias.

- A maior descoberta foi que crianças que usam paracetamol antes dos 15 meses de idade (90%) tinham probabilidade três vezes maior de se tornarem sensíveis a substâncias alérgicas e duas vezes mais probabilidade de desenvolver asma aos 6 anos em relação às crianças que não usam paracetamol - explicou Crane, em comunicado.

- No entanto, ainda não sabemos por que isso ocorre. Precisamos de testes clínicos para ver se essas associações são causais ou não, e esclarecer o uso dessa medicação.

O Globo - Saúde.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Eu quero uma casa no campo..."

A rinite alérgica é uma doença que vem aumentando sua prevalência no mundo todo, nas ultimas décadas, em especial nos grandes centros urbanos. Em contraponto, observa-se uma baixa prevalência de rinite alérgica em fazendeiros e filhos de fazendeiros.

Pesquisadores publicaram recentemente um estudo realizado na Suécia investigando este efeito protetor do ambiente rural na infância. Um questionário sobre a saúde respiratória foi enviado em 2008 a 30 000 indivíduos escolhidos ao acaso, com idades entre 16 e 75 anos, no oeste da Suécia, sendo que 18.087 (62%) responderam. O questionário incluiu perguntas sobre rinite alérgica, asma, sintomas respiratórios e possíveis determinantes.

Indivíduos que viveram em fazenda durante os primeiros cinco anos de vida apresentaram menor prevalência de rinite alérgica em todos os grupos, mesmo no grupo de pacientes mais idosos (61 – 75 anos). A correlação negativa entre viver a infância na fazenda e a prevalência de rinite alérgica foi semelhante em pacientes de 46 – 75 anos de idade, bem como em pacientes de 16 a 45 anos. Além disso, houve tendência significativa de aumento da prevalência de rinite alérgica com o aumento da urbanização, independente do efeito de se viver na fazenda na infância.

Os pesquisadores concluíram que há um efeito protetor por toda a vida de se viver em fazenda na infância em relação à prevalência de rinite alérgica. Por outro lado, há uma prevalência crescente de rinite alérgica com o aumento do grau de urbanização tanto em pacientes que cresceram na fazenda como naqueles que não cresceram em fazenda. Este dado enfatiza, portanto, a influência da infância e da exposição à idade adulta para o desenvolvimento de doença alérgica.


Fonte: Growing up on a farm leads to lifelong protection against allergic rhinitis - Allergy; 2010;65:1397 – 1403

domingo, 14 de novembro de 2010

Tudo em casa, inclusive as Alergias

Poeira de casa: é uma mistura de partículas, que incluem ácaros (fragmentos e fezes), baratas (fragmentos e fezes), restos de alimentos, peles, penas e pêlos de animais, restos de insetos, descamação de pele humana, bactérias, polens de plantas, fibras de tecidos, mofos (fungos)... e nós ainda achamos que estamos imaculadamente protegidos dentro de casa.

ÁCAROS
Os ácaros são “insetos” microscópicos e, dentre as diversas espécies destacam-se: Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis. Ninguém enxerga os ácaros, mas eles vivem ao nosso redor. Alimentam-se de descamação de pele humana e restos de alimentos, vivendo, portanto, onde vive o homem. Encontram-se principalmente na poeira de casa, que pode conter centenas destes em cada grama. Desenvolvem-se melhor no clima úmido e frio, predominante no Brasil de maio a outubro. Por isso os alérgicos costumam piorar no inverno. As crises de alergia são causadas pelos fragmentos dos corpos dos ácaros mortos e suas fezes que, com o tempo, tornam-se um pó fino e vão se depositar nos tapetes, colchões, estofados, agasalhos etc.

CONTROLE DE AMBIENTE

• Manter o quarto de dormir bem arejado e ensolarado. Evitar móveis e objetos desnecessários que possam juntar pó. As cortinas devem ser lavadas freqüentemente.

• Conservar todas as roupas, livros e objetos em armários de portas fechadas.

• Fazer a limpeza diariamente em toda a casa usando pano úmido (principalmente nas beiradas da cama e cantos do quarto).

• Usar onde possível pano com álcool. Pelo menos uma vez cada 15 dias retirar o colchão, limpar o estrado da cama e embaixo desta.

• Remover todos os tapetes e carpetes. O chão deve ser de material liso. Caso não seja possível, colocar plástico por cima do carpete.

• Evitar levantar muito pó. Não usar vassouras nem espanadores. Fazer a limpeza na ausência do alérgico. E, se não tiver outro jeito, deverá usar máscara protetora.

• Evitar desinfetantes, inseticidas e outros produtos com cheiros fortes (como perfumes, talcos, tintas, ceras etc). Preferir o uso de álcool como desinfetante em casa.

• Não permanecer em cômodos úmidos e fechados. Combater o mofo, focos de infiltração e umidade. Evitar lidar com papéis, roupas e objetos guardados muito tempo.

• Usar colchões, travesseiros e almofadas de espuma e revestidos com capas antialérgicas ou com plástico. A cama deve, se possível, ficar afastada da parede do quarto. Trocar o travesseiro por um novo no início de cada inverno.

• Evitar roupas e cobertores de lã ou com pêlos. O cobertor deve ser forrado com pano. Dar preferência aos edredons. Trocar todas as roupas de cama, ao menos duas vezes por semana. Caso durmam outras pessoas no mesmo quarto, proceder do mesmo modo.

• Usar agasalhos de malha, couro ou náilon, de acordo com o tempo, sem excessos. Lavar e passar a ferro quente todas as roupas guardadas muito tempo.

• Evitar animais com pêlos ou penas em casa. Caso haja, intensificar ao máximo a limpeza do animal e de toda a casa.

• Não fumar. E não permitir que fumem perto das pessoas alérgicas.


 IMPORTANTE:
O controle de ambiente deve visar basicamente o quarto de dormir e a sala de televisão, pois neles o alérgico passa a maior parte de seu tempo. Este procedimento tem como objetivo evitar as causas das reações alérgicas, pois normalmente os tratamentos alopáticos e homeopáticos para alergia atuam apenas nas conseqüências que são os sintomas. Se interrompidos, o quadro alérgico tende a retornar novamente.

As dificuldades práticas para se evitar totalmente o contato com os ácaros levam à necessidade de utilizar a imunoterapia (vacina). Este tratamento alcança bom resultado, quando realizado com regularidade, por um período prolongado. É o único que vai atuar no mecanismo da reação alérgica, tanto especificamente, diminuindo a sensibilização ao alérgeno, quanto inespecificamente, aumentando a imunidade (defesas do organismo) do alérgico.

As pessoas com alergia respiratória devem adotar também medidas que previnam as crises e fortaleçam o organismo para melhor enfrentá-las. Dentre elas destacam-se:

• Passeios freqüentes – praias, piscinas, parques. Procurar permanecer o máximo de tempo ao ar livre.

• Prática de esportes – natação, ciclismo, corrida e ginástica.

• Preferência pelo banho mais frio (banhos rápidos e não quentes). Importante para habituar o organismo a mudanças de tempo. Não temer ingerir gelados.

• Realizar exercícios respiratórios específicos, ou seja, fisioterapia respiratória.

• Emprego de medicamentos profiláticos. Administrados regularmente, de modo constante, “mesmo que esteja bem”, pois são substâncias de uso preventivo, para evitar as crises.

“Alguns médicos agora veem a poeira doméstica como um risco profissional para as donas de casa... porque ao limpá-la removem e agitam grande quantidade de pó e depois passam a maior parte do tempo respirando esse ar contaminado”  Dr. Alfred Zamm (alergista).